Metaverso: O que é e como isso funciona?

Saiba mais sobre as definições sobre o metaverso, como ele funciona, entre outras características relevantes!

Hoje em dia vemos vários eventos de inovação, desfiles de moda, shows virtuais, produtos para avatares: nos últimos meses, ficou quase impossível não ouvir em algum momento a palavra metaverso.

Pois saiba que este termo ganhou força quando Mark Zuckerberg (CEO da Facebook Inc.) anunciou que o Facebook mudaria de nome para “Meta”, e passaria a focar no desenvolvimento desse novo ambiente virtual.

Desde então, vários setores também passaram a explorar esse mesmo universo, apesar de não entenderem todo o seu potencial. A indústria da moda, do entretenimento, dos alimentos e da educação já lançaram suas iniciativas no metaverso.

Mas afinal o que é esse tal de “Metaverso”? Quais são suas características? Veja mais sobre isso a seguir!

O que é o metaverso?

O metaverso pode ser definido como uma rede de contextos de “mundos” virtuais, que tenta replicar a nossa realidade, com foco na conexão entre pessoas. Entusiastas da proposta como Mark Zuckerberg, CEO da Meta, acreditam que este tipo de proposta é o futuro da internet e que nós estaremos interagindo dentro desse universo em pouco tempo. A ideia é que as fronteiras entre o físico e o virtual sejam cada vez mais dissolvidas e nossos avatares na web se tornem uma extensão do nosso corpo.

O metaverso faz uso das tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada para proporcionar a imersão de quem está utilizando os acessórios. Elas podem ser acessadas por meio de acessórios como óculos e manoplas, que são conectados a computadores ou smartphones. Empresas trabalham para fabricar óculos cada vez mais leves e acessíveis. E estudam também possibilidades mais extremas, como um implante no cérebro – o que eliminaria a necessidade de outros equipamentos.

Há quem também chame de metaverso experiências sem imersão, realizadas por meio de telas comuns, mas que incluam a parte social. É o caso de mundos virtuais como os jogos Fortnite e Roblox, por exemplo, que podem ser acessados ​​por meio de consoles, smartphones, entre outros

Grande parte dos empresários e especialistas neste segmento concordam em um ponto: para que o metaverso imaginado por Zuckerberg se torne realidade, será preciso uma convergência de diversas tecnologias e o aprimoramento de muitas das ferramentas e equipamentos que existem nos dias atuais – o que pode levar até uma década para acontecer.

Qual a origem do termo “metaverso”?

Este termo “metaverso” é proveniente do romance de ficção científica “Snow Crash” (1992), de Neal Stephenson. Ele juntou as palavras “meta” (que pode ser traduzida do inglês como “transcendente” ou “algo mais abrangente”) e “universo”. No livro, os personagens usam avatares digitalizados para entrar em um universo digital, na maioria das vezes para fugir dos malefícios de uma realidade distópica.

Outro antecessor importante do metaverso foi Philip Rosedale, o criador do jogo “Second Life”, jogo virtual em que os usuários têm a possibilidade de criarem seus personagens e interagir dentro de um universo digital.

A realidade virtual como conhecemos nos dias atuais começou a ganhar forma na década de 1990 na indústria dos videogames, com o lançamento do “Sega VR”. Mas a ideia de combinar realidade virtual com redes sociais começou a ganhar mais força com o anúncio do Facebook.

Como o metaverso funciona?

Vale a pena diferenciar como o metaverso é hoje e como ele pode vir a funcionar. Hoje, jogos como o “Fortnite” ou “The Sandbox” são chamados e tratados como exemplos do metaverso. Neles, você vai ter um avatar, achar outros usuários, comprar ou vender ativos (como terrenos) e jogar com terceiros. Porém, cada jogo é um sistema e eles não se comunicam entre si. Ou seja, não é muito diferente de “Minecraft”, “Roblox”, “PUBG”, entre outros.

No lado oposto está o que o metaverso tem o potencial para se tornar uma cidade. Você ativa seus óculos de realidade virtual (ou qualquer outro equipamento que possa vir a ser lançado no mercado) e seu perfil físico aparece nesta cidade virtual. Nesta cidade, você pode consumir produtos e serviços totalmente virtuais ou que tenham entrega física. Podemos dizer que não existe um dono do metaverso e o que você compra em uma loja você consegue usar em todos os ambientes desta cidade.

Um dos exemplos de como um metaverso seria pode ser observado no ambiente hospitalar. Você poderia ser submetido a uma cirurgia com um especialista que está do outro lado do mundo utilizando robótica.

Antes de o procedimento ser executado, ele poderia explicar o problema e o passo a passo do que seria feito através de uma realidade aumentada – tanto para o paciente, quanto para a equipe médica.

Nestes casos, seus óculos de realidade virtual proporcionam diferentes experiências de acordo com o momento, como relaxamento no pré-operatório na maca, na anestesia e até durante o procedimento cirúrgico, com cancelamento de ruído, por exemplo. Outro exemplo é a possibilidade de ter entretenimento individualizado no pós-operatório.

Simultaneamente, o equipamento e também sensores colocados no corpo forneceriam dados para a inteligência artificial. Esta, por sua vez, teria a capacidade de auxiliar a equipe médica como um par de olhos super atentos.

Possui uma preferência de farmácia? Seria necessário apenas informar durante o cadastro e assim que o médico receitasse os remédios necessários, sua farmácia seria avisada e eles chegariam na porta da sua residência.

Como você pode entrar no metaverso?

Podemos dizer que existem várias formas de entrar no metaverso. Se você estiver em busca da experiência imersiva, vai precisar de óculos e manoplas de realidade virtual. Entre as opções disponíveis no mercado estão desde o Google Cardboard, que custa dez dólares, ao Oculus Quest 2, que sai por cerca de trezentos dólares.

Após isso, é necessário decidir qual universo virtual será acessado. Decentraland, Axie Infinity, Horizon, Mesh, Sandbox, Fortnite e Roblox são algumas das plataformas mais procuradas hoje em dia, por oferecerem uma variedade de experiências, desde jogos a espaços de trabalho virtuais, passando por entretenimento ao vivo.

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