Nunca desperdice uma boa criseDiante dos escombros do término da Segunda Guerra Mundial, o então Presidente dos EUA Winston Churchill disse a seguinte frase: “Nunca desperdice uma boa crise”. Para quem a lê sem refletir sobre seu profundo significado, pode atribuir como falta de humanidade pela situação limite apresentada.

O fato é que quando uma crise surge não traz só os problemas inerentes a ela, mas também uma incrível possibilidade de reconstruir, se reinventar. É no momento de derrota ou na possibilidade real de tudo ruir é que se pode refletir com mais racionalidade sobre a situação e os caminhos que podem ser percorridos para sair dela.

As vantagens da crise

Mesmo diante da tensão e até do desespero que uma crise pode causar, é fundamental não perder o equilíbrio para conseguir encontrar a saída para ela. Um momento histórico como a Segunda Guerra Mundial, a qual Churchill se referiu, pode proporcionar exemplos de reconstruções que deram certo como o Japão, que foi devastado por duas bombas nucleares e hoje é a segunda maior economia do mundo. Assim como a Alemanha, o país mais rico da Europa.

Da mesma forma que empresas e pessoas em situações de crise podem se transformar e alcançar patamares então inimagináveis. Ninguém escapa delas; mesmo a empresa mais bem estruturada e organizada pode vivenciar momentos tensos, até mesmo diante da economia do país ou uma guerra, tanto quanto uma pessoa com uma vida bem estruturada também pode ser devastada por uma crise.

A crise é como uma tempestade, que em alguns casos causa destruição, mas que mesmo com toda sua intensidade em algum momento vai acabar e o sol irá iluminar novamente, para que os estragos causados sejam limpos e reorganizados. E o mais importante é que, após uma crise, nada continua igual ao que era antes, tudo muda, mas se será para melhor ou pior dependerá da reação diante dela.

Como superar a crise e crescer com ela

A atual crise econômica mundial, e em especial a brasileira, trouxe desemprego, aumento da inflação e muito receio em investir no país. Enquanto alguns empreendedores simplesmente fecharam as portas antes de entrar no prejuízo, outros decidiram reaprender a crescer.

A realidade é que o modelo de crescimento das empresas brasileiras já estava bastante obsoleto antes da crise estourar, o que fez com que muitas delas não soubessem lidar com essa situação. É hora de criar novas possibilidades, refletir sobre as falhas e o que levou a empresa até elas, remodelar as equipes e as gestões, se reestruturar e focar principalmente na qualidade da produtividade.

Uma das maiores quedas dos últimos anos é exatamente a de produtividade das empresas, gerada principalmente por deficiência de funcionários qualificados. Outro fator para a queda é o custo do Brasil, com altíssima carga tributária que congela a empresa para novos investimentos, principalmente para a contratação de profissionais mais qualificados.

O desempenho técnico dos profissionais brasileiros vem caindo junto com a crise, requerendo máxima urgência em investimentos educacionais tanto da sociedade quanto do indivíduo que busca melhores oportunidades profissionais. Diante da crise e do desemprego, o profissional precisa procurar se qualificar o máximo possível para fazer a diferença e conquistar a vaga oferecida. Ou seja, aproveitar a oportunidade da derrota e encontrar soluções para sair dela.

O fundamental para empresas e pessoas é não perder a oportunidade que a crise proporciona. Não se entregar a lamentações e, ao contrário, se reerguer com muito mais vigor para reconstruir com mais solidez e experiência.